José Carlos Malato vítima de bullying na infância

José Carlos Malato no programa ‘A nossa tarde’ testemunhou a sua história de discriminação e agressões que sofreu na infância.

Ele fala da discriminação estar presente em todo o lado quer pela cor, orientação sexual, peso ou qualquer outra coisa que fuja do padrão de normalidade. ‘O padrão de normalidade vai mudando ao longo do tempo, mas sempre existiu na nossa vida e também na minha vida’ – disse o apresentador

Infância de José Carlos Malato

José Carlos Malato revelou ter uma infância extraordinária e feliz apesar de não ter amigos. Entrou na escola antes do 25 de Abril e foi testemunha de Jeová imposto pela sua mãe.

Malato em criança, era sensível, não era gostava de desporto, no recreio preferia a companhia das meninas, tinha tiques efeminados e fugia ao padrão dos rapazes. Quando entrou no 2º ciclo começou a sentir-se excluído e discriminado e começou a questionar o que havia de errado nele.

O apresentador confessou que gostava da escola mas o recreio era um pesadelo devido agressão verbal com os termos ‘maricas’ e ‘paneleiro’, palavras que ele desconhecia na altura. Rapidamente as agressões verbais passaram para agressões físicas. A violência física durou anos.

‘Eles diziam que era maricas e portanto faziam-me mal’

José Carlos Malato queria ser feliz e percebeu que para isso teria de acabar com os seus tiques. Começou a treinar em frente ao espelho a sua voz mais grossa, parar de ‘falar’ com as mãos, andar mais masculino, a não gritar quando se assustava… O esforço não resultou, a violência e a humilhação continuou e só melhorou quando mudou de escola e de colegas.

Quando entrou na adolescência e na vida adulta apercebeu-se que era ‘maricas‘ como os rapazes apontavam. Começou a desenvolver um orgulho e conseguiu ultrapassar toda a violência sofrida.

O apresentador confessa que ficou com mazelas e que ainda hoje tem dificuldades quando vai buscar a sobrinha a escola.

Por fim, o José Carlos Malato revela que na altura não havia nada, sentiu-se muito desamparado e que podia ter feito uma asneira (suicídio) mas que agradeceu por não o ter feito.

Veja a entrevista na integra:

http://media.rtp.pt/anossatarde/artigos/grande-entrevista-jose-carlos-malato/

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