It’s a sin – Uma Série da HBO que não podes perder

Esta série é uma das obras mais incríveis que vi nos últimos tempos. O seguinte artigo contém spoilers.

A nova série da HBO, ‘It’s a Sin’, criada por Russell T Davies centra-se na história de cinco amigos que tentam seguir os seus sonhos em Londres no início anos 80, antes da HIV/SIDA proporcionar-lhes uma juventude sem preocupações.

Russell T Davies, o criador da aclamada nova série limitada “It’s a Sin”, é um estudante de dramas sobre a SIDA. Davies argumentou que a epidemia – o tema de projectos americanos tão prestigiados como “Anjos na América” e “O Coração Normal” – não foi devidamente retratado num contexto britânico.

Começamos com Ritchie (Olly Alexander), o pequeno rapaz de 18 anos que se muda para a grande cidade para estudar na universidade, onde conhece os seus novos amigos Jill (Lydia West) e Ash (Nathaniel Curtis).

Jill é uma estudante de teatro – que comoventemente encarna as muitas mulheres que arregaçaram as mangas e vestiam luvas de borracha naqueles terríveis primeiros anos de SIDA que cuidaram e lutaram pelos seus amigos gays.

Roscoe (Omari Douglas) é forçado a fugir da sua família religiosa que o quer mandar para a Nigéria para uma cura gay. A sua irmã dá-lhe dinheiro para ajudar, uma vez que ela deixa claro que ele será brutalmente torturado por isso.

Colin (Callum Scott Howells) trabalha numa loja de alfaiate. Ele é tímido e inocente para este mundo de festa a que é apresentado numa noite aleatória junta-se ao resto do grupo.

Os 5 amigos mudam-se todos para um apartamento a que chamam “Pink Palace”, onde fazem festas quase todas as noites. Os primeiros episódios mostram a alegria, liberdade, festa, sexo, álcool ao pequeno-almoço. À medida que a série avança, o HIV/SIDA começa a surgir com mais força. Inicialmente são os rumores de uma nova e estranha doença que atinge os homossexuais dos Estados Unidos, depois passa para as notícias dos jornais e panfletos, até que começa a vitimizar os homossexuais mais velhos até que o horror envolve todos.

O medo, a ignorância e a vergonha permitem que a doença se propague. Médicos, políticos e pais afastam-se da realidade da crise. A desinformação, baseada em preconceitos, abunda. Davies articula também uma dolorosa verdade sobre a homofobia internalizada; como o estigma da SIDA forçou os próprios rapazes a negar que isso estava a acontecer.

Mas a série não é apenas drama – É uma série super divertida e leve, faz rir e faz chorar. É simplesmente brilhante. Isto é o que as personagens ‘It’s A Sin’ traz para casa.

Apesar de saber como esta doença é catastrófica, fiquei estupefacto e chocado com a forma como os infetados eram tratados na altura. Fez-me pensar, que se eu nascesse umas décadas atrás poderiam facilmente ter sido uma das vítimas da primeira vaga da doença. Mesmo nos anos 90, éramos educados que a sida era uma doença gay.

Foi a série mais assistida de sempre no Canal 4 da Grã-Bretanha, onde estreou no final do mês passado.

Imaginem que vivemos hoje num mundo onde os governos não fizeram quase nada para ajudar aqueles que tinham COVID-19 durante anos, e os membros desses governos iam à televisão dizendo que aqueles que tinham COVID-19 estavam a ser punidos por Deus pelas suas práticas sexuais desviantes. Um mundo em que mesmo mencionar um dos grupos com maior probabilidade de apanhar coronavírus numa escola era suficiente para que fosse despedido do seu trabalho.

A personagem que me fez tremer – Carol (Tracy Ann Oberman), agente do Ritchie – tem apenas algumas cenas. Mas numa delas, ela diz o seguinte ao Ritchie: “Rapazes como tu vão para casa”. Eles vão para casa, e nunca mais voltam”. Em 2019, 1,7 milhões de pessoas em todo o mundo contraíram SIDA, e 690.000 pessoas morreram devido a esta doença. A morte total

Publicidade

Últimos Artigos

Latest Posts

Publicidade

Não percas

Publicidade