Bolsonaro deixa PSL, oitavo partido de sua carreira, e criará um novo, Aliança pelo Brasil

Segundo aliados que se reuniram com Jair Bolsonaro esta tarde, o mandatário deve permanecer sem partido até a criação da nova sigla.

O presidente Jair Bolsonaro informou na tarde desta terça-feira (12) a aliados que deixará o PSL e criará o Aliança pelo Brasil. 

Também o senador Flávio Bolsonaro, seu primogênito, está de saída da legenda e, inclusive, já entregou uma carta de desfiliação ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Como se elegeu a um cargo majoritário, não corre o risco de perder o mandato por não cumprir as regras da janela partidária – período de um mês, seis meses antes da eleição durante o qual deputados podem mudar de legenda sem perder os respectivos mandatos, pertencentes aos partidos, conforme a legislação – e, por isso, pode mudar de sigla a qualquer tempo. 

Segundo aliados que se reuniram com Jair Bolsonaro esta tarde, o mandatário deve permanecer sem partido até a criação da nova sigla. O processo é demorado e, para que se consolide a tempo da eleição municipal do ano que vem, tudo precisa estar acertado até abril de 2020. 

A intenção do presidente é levar ao menos 30 integrantes do PSL com ele. Para isso, uma série de medidas judiciais estão em estudo. A ideia é driblar a janela partidária e levar consigo o valor do Fundo Eleitoral e os tempos de propaganda. 

Já existe até uma reunião marcada para o próximo dia 21, quando será apresentado o estatuto do Aliança pelo Brasil. 

O novo partido será a nona casa de Jair Bolsonaro desde que ele começou sua vida política. Além do PSL, ele já passou pelo PDC, PPR, PPB, PTB, PFL, PP e PSC.

O estopim

O movimento de saída de Bolsonaro do PSL tornou-se público no início de outubro, quando veio a público um vídeo do mandatário em que ele comenta com um apoiador que o presidente do PSL, Luciano Bivar, “está queimado pra caramba”. 

O desgaste, porém, já vinha de antes. Dono da máquina, que cresceu vertiginosamente após a ida de Jair Bolsonaro para o partido – deve receber até 2022 R$ 737 milhões de Fundos Partidário e Eleitoral, quando de 2015 a 2018 recebeu cerca de R$ 39,5 milhões -, Bivar quis voltar a controlar o dinheiro, que havia deixado na mão do presidente e dos filhos ao longo da campanha. O mandatário, por sua vez, queria continuar dando as cartas, não apenas no campo financeiro. Preferências para a eleição municipal do ano que vem já começavam a ser motivo de brigas internas.

Com a rixa publicizada, os ânimos de exaltaram. Os filhos 01 e 03 de Bolsonaro foram retirados, por bivaristas, dos diretórios estaduais do Rio e São Paulo, respectivamente. Por sua vez, bolsonaristas ingressaram com ação judicial para que o PSL fosse obrigado a abrir as contas do partido. Houve até guerra de listas na Câmara pela liderança, na qual acabou vencedor Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). 

Premissas do novo partido 

Segundo o HuffPost apurou, o novo partido de Bolsonaro seguirá os moldes do Conservadores,

 » Ler Mais

Publicidade

Últimos Artigos

Latest Posts

Publicidade

Não percas

Publicidade